Cliente do Mercado Bitcoin volta a ver saldo pelo site em 9/11, mas saques seguem sem data
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O que muda na segunda-feira, 9 de novembroO que aconteceuO que a empresa promete ao clienteO que o cliente pode fazer agoraPerguntas frequentesFontesO que muda na segunda-feira, 9 de novembro
O Mercado Bitcoin (MB) anunciou na quarta-feira (4) que os clientes voltam a acessar as contas a partir de segunda-feira (9), uma semana depois do ataque hacker. A volta será por etapas.
Na primeira fase, o acesso será só pelo site da empresa, e serve apenas para consulta:
- saldos;
- extratos;
- patrimônio;
- investimentos.
O que continua parado? Saques, transferências e negociação de ativos. Segundo o comunicado relatado pelo Valor Investe, essas funções voltam nas próximas fases, ainda sem data. O Blocknews acrescenta que cada uma depende de "validações finais de segurança".
O que aconteceu
O ataque foi identificado na madrugada de segunda-feira (2). Naquele dia, a empresa suspendeu depósitos, saques e o acesso ao aplicativo como medida de precaução, segundo a Exame, e afirmou que não houve vazamento de dados de clientes.
O valor levado ainda não tem número único. O Valor Investe fala em cerca de US$ 49 milhões em criptoativos. O Blocknews informa que o MB estima perto de US$ 37 milhões, e a empresa de análise Chainalysis, US$ 49 milhões. No dia do ataque, a Exame citou estimativa da Hypernative de ao menos US$ 40 milhões (cerca de R$ 217,7 milhões).
Na atualização mais recente, a corretora disse ter bloqueado mais de US$ 15 milhões, ante US$ 11,2 milhões informados antes. Bloquear, porém, não é o mesmo que recuperar: impede que os ativos sejam movimentados, mas eles ainda não voltaram.
O que a empresa promete ao cliente
O MB afirma que nenhum cliente perderá ativos e que os saldos seguem registrados nas contas. A empresa diz que vai usar recursos próprios para recompor o que não for recuperado. Segundo o Blocknews, isso inclui recomprar criptoativos no Brasil e no exterior.
A corretora também informou que investiga o ataque, colabora com as autoridades competentes e testa cada ambiente e fluxo de transação antes de reabrir. O Blocknews registrou relatos de clientes com dificuldade para falar com o atendimento.
O que o cliente pode fazer agora
Três cuidados ajudam enquanto o saque não volta. O primeiro é anotar o saldo e salvar o extrato assim que o site liberar a consulta, para ter registro do que a empresa informa; se tiver extratos ou prints anteriores ao ataque, guarde também. O segundo é acompanhar só os canais oficiais da empresa e desconfiar de mensagens com links para "liberar saque" (veja os golpes bancários mais comuns). O terceiro é guardar protocolos de atendimento.
Se o saldo exibido não bater com o que você tinha, registre a reclamação na corretora e guarde a resposta. Persistindo o problema, o consumidor.gov.br e o Procon são canais possíveis, e a Defensoria Pública atende quem não pode pagar advogado.
Um ponto de contexto: segundo a Exame, o MB pediu ao Banco Central autorização para funcionar como prestadora de serviços de ativos virtuais. Pelas regras do BC citadas pela revista, só pode seguir operando quem pediu autorização até 30 de outubro, e apenas as empresas aprovadas pelo regulador poderão continuar.
Perguntas frequentes
Já posso sacar meu dinheiro ou minhas criptomoedas?
Não. Na primeira etapa, a partir de 9/11, só a consulta de saldo, extrato, patrimônio e investimentos volta, e apenas pelo site. Saque, transferência e negociação ainda não têm data.
O aplicativo volta junto?
Segundo o comunicado relatado pelo Valor Investe, o acesso inicial será só pelo site da empresa. As reportagens não dão data para o aplicativo.
Vou perder meus ativos?
A empresa afirma que nenhum cliente perderá ativos e que vai recompor com recursos próprios os valores do incidente que não forem recuperados.
Quanto foi levado no ataque?
Os números divergem. O Valor Investe fala em cerca de US$ 49 milhões; o Blocknews diz que a empresa estima US$ 37 milhões e a Chainalysis, US$ 49 milhões. Mais de US$ 15 milhões foram bloqueados.
Como acompanho a volta dos serviços?
A corretora informou que as próximas atualizações sairão pelos canais oficiais da empresa. Desconfie de links recebidos por mensagem que prometam liberar saque.
Fontes
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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