Bolso Atento
Notícia

Golpe do falso presente: entregador pega celular no Pix da taxa e mulher perde R$ 20 mil em SP

Resposta rápidaUma moradora de 60 anos de São Bernardo do Campo (SP) perdeu R$ 20 mil em 30 de outubro de 2026 no golpe do falso presente. Pelo WhatsApp, alguém em nome de uma floricultura avisou de um presente e cobrou R$ 7,99 de entrega. O motoboy disse que a maquininha falhou, pediu Pix e, quando ela abriu o app do banco, tomou o celular. Saíram R$ 1 mil da conta e R$ 19 mil no cartão.
Neste artigoComo foi o golpeOs sinais de alertaSe acontecer com vocêPerguntas frequentesFontes

Como foi o golpe

O caso aconteceu na manhã de sexta-feira, 30 de outubro de 2026, no Jardim do Mar, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A vítima é uma mulher de 60 anos, segundo o ABCD Jornal.

Tudo começou no WhatsApp. Um perfil com a marca e as fotos da floricultura Giuliana Flores avisou que havia um presente pago por alguém anônimo. Ofereceu duas opções: retirar numa unidade em Moema, na capital, ou receber em casa por motoboy, com taxa de R$ 7,99.

Ela escolheu a entrega. Logo depois, um homem chegou com o pacote e uma maquininha de cartão. Foram duas tentativas sem sucesso. Ele culpou a conexão e sugeriu pagar por Pix, com QR Code.

Quando a mulher abriu o aplicativo do banco, o homem tirou o celular da mão dela e fez operações sem autorização. Depois disse que a transação não tinha passado e saiu com a desculpa de buscar outro aparelho.

Logo depois, no extrato, ela achou uma transferência de R$ 1 mil da conta corrente e uma compra de R$ 19 mil no cartão de crédito. Procurou o banco na hora para bloquear senhas e cartões. O caso foi registrado como estelionato na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil.

Segundo o jornal, não há indícios de que a Giuliana Flores tenha participação no crime.

Os sinais de alerta

O golpe junta três iscas. A primeira é o presente de alguém anônimo, que desperta curiosidade. A segunda é a taxa baixa, que parece inofensiva. A terceira é a falha da maquininha, que serve de desculpa para a vítima abrir o app do banco na frente do golpista.

O mesmo roteiro já teve outra versão. Em 2021, o Procon do Paraná alertou que falsos entregadores fotografavam a vítima como "confirmação do recebimento" e pediam o preenchimento de um comprovante com dados como RG e CPF. Com isso, tentavam passar pelo reconhecimento facial de bancos e pedir empréstimos ou comprar veículos em nome dela.

Como se proteger:

  • Presente inesperado com cobrança de taxa é motivo para desconfiar. Confirme com a loja por um canal que você mesmo procurou, não pelo número que mandou a mensagem.
  • Não abra o aplicativo do banco com estranhos por perto e nunca entregue o celular desbloqueado.
  • Não deixe entregador fotografar seu rosto nem anotar documentos.
  • Ajuste limites de Pix e de cartão no app para valores compatíveis com o seu dia a dia.

Se acontecer com você

Aja nas primeiras horas. Bloqueie cartões e senhas pelo canal oficial do banco, conteste a transferência e a compra e registre boletim de ocorrência.

No Pix, peça ao banco a abertura do Mecanismo Especial de Devolução. O passo a passo está no guia sobre golpe do Pix e o MED. Para a compra no cartão, veja como contestar compra não reconhecida e os prazos da ouvidoria. Há outros roteiros de reação no guia de golpes bancários mais comuns.

Perguntas frequentes

Como funciona o golpe do falso presente?

O golpista avisa por mensagem que a pessoa ganhou um presente e cobra uma taxa pequena de entrega. Na porta, o falso entregador cria um motivo para a vítima abrir o aplicativo do banco ou entregar dados, foto ou o próprio celular.

A floricultura citada participou do golpe?

Segundo o ABCD Jornal, não há indícios de envolvimento da Giuliana Flores. A marca e as fotos da empresa foram usadas sem autorização em um perfil comercial no WhatsApp.

Entregador pode pedir foto do meu rosto?

Desconfie. O Procon do Paraná já alertou que golpistas fotografam a vítima na entrega para tentar passar pelo reconhecimento facial de bancos. Não deixe fotografar nem preencha formulário com RG e CPF em entrega que você não esperava.

Caí no golpe. O que faço primeiro?

Ligue para o banco pelo número do cartão ou pelo app, bloqueie cartões e senhas, conteste a compra e o Pix e registre boletim de ocorrência. No Pix, peça a abertura do MED.

A compra no cartão pode ser cancelada?

Você pode contestar no banco como compra não reconhecida e, se a resposta não resolver, recorrer à ouvidoria e ao Banco Central. O resultado depende da análise de cada caso.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

Continue lendo