Golpe do falso presente: entregador pega celular no Pix da taxa e mulher perde R$ 20 mil em SP
Como foi o golpe
O caso aconteceu na manhã de sexta-feira, 30 de outubro de 2026, no Jardim do Mar, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A vítima é uma mulher de 60 anos, segundo o ABCD Jornal.
Tudo começou no WhatsApp. Um perfil com a marca e as fotos da floricultura Giuliana Flores avisou que havia um presente pago por alguém anônimo. Ofereceu duas opções: retirar numa unidade em Moema, na capital, ou receber em casa por motoboy, com taxa de R$ 7,99.
Ela escolheu a entrega. Logo depois, um homem chegou com o pacote e uma maquininha de cartão. Foram duas tentativas sem sucesso. Ele culpou a conexão e sugeriu pagar por Pix, com QR Code.
Quando a mulher abriu o aplicativo do banco, o homem tirou o celular da mão dela e fez operações sem autorização. Depois disse que a transação não tinha passado e saiu com a desculpa de buscar outro aparelho.
Logo depois, no extrato, ela achou uma transferência de R$ 1 mil da conta corrente e uma compra de R$ 19 mil no cartão de crédito. Procurou o banco na hora para bloquear senhas e cartões. O caso foi registrado como estelionato na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil.
Segundo o jornal, não há indícios de que a Giuliana Flores tenha participação no crime.
Os sinais de alerta
O golpe junta três iscas. A primeira é o presente de alguém anônimo, que desperta curiosidade. A segunda é a taxa baixa, que parece inofensiva. A terceira é a falha da maquininha, que serve de desculpa para a vítima abrir o app do banco na frente do golpista.
O mesmo roteiro já teve outra versão. Em 2021, o Procon do Paraná alertou que falsos entregadores fotografavam a vítima como "confirmação do recebimento" e pediam o preenchimento de um comprovante com dados como RG e CPF. Com isso, tentavam passar pelo reconhecimento facial de bancos e pedir empréstimos ou comprar veículos em nome dela.
Como se proteger:
- Presente inesperado com cobrança de taxa é motivo para desconfiar. Confirme com a loja por um canal que você mesmo procurou, não pelo número que mandou a mensagem.
- Não abra o aplicativo do banco com estranhos por perto e nunca entregue o celular desbloqueado.
- Não deixe entregador fotografar seu rosto nem anotar documentos.
- Ajuste limites de Pix e de cartão no app para valores compatíveis com o seu dia a dia.
Se acontecer com você
Aja nas primeiras horas. Bloqueie cartões e senhas pelo canal oficial do banco, conteste a transferência e a compra e registre boletim de ocorrência.
No Pix, peça ao banco a abertura do Mecanismo Especial de Devolução. O passo a passo está no guia sobre golpe do Pix e o MED. Para a compra no cartão, veja como contestar compra não reconhecida e os prazos da ouvidoria. Há outros roteiros de reação no guia de golpes bancários mais comuns.
Perguntas frequentes
Como funciona o golpe do falso presente?
O golpista avisa por mensagem que a pessoa ganhou um presente e cobra uma taxa pequena de entrega. Na porta, o falso entregador cria um motivo para a vítima abrir o aplicativo do banco ou entregar dados, foto ou o próprio celular.
A floricultura citada participou do golpe?
Segundo o ABCD Jornal, não há indícios de envolvimento da Giuliana Flores. A marca e as fotos da empresa foram usadas sem autorização em um perfil comercial no WhatsApp.
Entregador pode pedir foto do meu rosto?
Desconfie. O Procon do Paraná já alertou que golpistas fotografam a vítima na entrega para tentar passar pelo reconhecimento facial de bancos. Não deixe fotografar nem preencha formulário com RG e CPF em entrega que você não esperava.
Caí no golpe. O que faço primeiro?
Ligue para o banco pelo número do cartão ou pelo app, bloqueie cartões e senhas, conteste a compra e o Pix e registre boletim de ocorrência. No Pix, peça a abertura do MED.
A compra no cartão pode ser cancelada?
Você pode contestar no banco como compra não reconhecida e, se a resposta não resolver, recorrer à ouvidoria e ao Banco Central. O resultado depende da análise de cada caso.
Fontes
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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