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Vai financiar a casa própria? Bradesco leva taxa mínima a 15 por cento; Itaú e Santander sobem

Resposta rápidaTrês dos maiores bancos do país subiram os juros do financiamento imobiliário no fim de outubro de 2026. No Bradesco, a taxa mínima da maioria dos clientes passou de 11,69 para 15 por cento ao ano mais TR. O Itaú foi a 12,95 por cento e o Santander, a 12,49 por cento. Segundo os bancos, a mudança vale só para novas propostas e contratos. Quem já assinou com taxa fixa não tem a taxa alterada.
Neste artigoO que mudou em cada bancoPor que subiuQuem é afetadoO que fazer antes de fecharPerguntas frequentesFontes

O que mudou em cada banco

Quem está prestes a financiar um imóvel encontrou um cenário diferente em menos de uma semana. Três bancos privados grandes subiram a taxa mínima do crédito imobiliário entre 27 e 30 de outubro.

BancoTaxa mínima antesTaxa mínima agora (ao ano, mais TR)Desde
Bradesco11,69 por cento15 por cento (13,6 por cento no segmento Private)propostas a partir de 27/10
Itaú11,99 por cento, segundo o monitor MySide12,95 por cento (fora do Private)contratos a partir de 29/10
Santander11,69 por cento12,49 por cento30/10

Os números são os informados pela Exame e pelo portal Portas até 2 de novembro de 2026. O salto do Bradesco foi o maior: 3,3 pontos de uma vez. Segundo o Portas, o banco também suspendeu a flexibilização de taxa por cliente.

O Santander chegou a dizer que não mexeria nas taxas e voltou atrás. A Caixa e o Banco do Brasil não anunciaram mudança até 30 de outubro.

Por que subiu

Duas coisas explicam o movimento. A primeira é a alta dos juros futuros no mercado depois do segundo turno, que deixa mais caro o dinheiro que os bancos captam para emprestar a prazo longo. A segunda é a perda de peso da poupança como fonte de recursos: segundo o Banco Central, citado pela Exame, ela caiu de 34 por cento para 29 por cento do funding do setor entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025.

Na quarta-feira (4), o Copom manteve a Selic em 13,75 por cento ao ano. Veja o que a decisão muda para empréstimo e cartão.

Quem é afetado

O aumento atinge quem ainda vai assinar. Segundo os três bancos, as novas condições valem para novas propostas e contratos.

Quem já assinou com taxa fixa pode ficar tranquilo quanto a esse reajuste: o banco não pode alterar a taxa contratada por conta própria. A parcela ainda muda pelo índice previsto no contrato e pelo custo dos seguros, como já acontecia antes.

Há um ponto a mais para quem conta com o FGTS. Segundo a Exame, a taxa de 12,95 por cento do Itaú passa do teto de 12 por cento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Nesse caso, o financiamento cai no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), em que, segundo a reportagem, o saldo do FGTS não pode ser usado na compra nem na amortização. Confirme com o banco em qual sistema a sua proposta se enquadra antes de contar com o fundo.

O que fazer antes de fechar

  • Peça a simulação por escrito, com a taxa e o prazo de validade da proposta.
  • Compare o Custo Efetivo Total (CET) entre bancos, com o mesmo valor, prazo e índice.
  • Lembre que a Caixa concentrou 48,6 por cento do crédito imobiliário com recursos da poupança de janeiro a agosto, segundo a Abecip citada pela Exame, e não havia anunciado mudança até 30/10.
  • Se os juros caírem no futuro, a portabilidade de crédito permite levar o financiamento para outro banco ou usar a proposta para renegociar.

Perguntas frequentes

Quem já tem financiamento vai pagar mais?

Pela regra informada pelos bancos, não na taxa: o aumento vale para novas operações, e a taxa fixa de um contrato assinado não pode ser mudada pelo banco sozinho. A parcela ainda pode variar pelo índice do contrato, como a TR, e pelos seguros.

A partir de quando vale a nova taxa?

Segundo a Exame, a tabela nova do Bradesco vale para propostas desde terça-feira, 27 de outubro, e a do Itaú para contratos assinados desde 29 de outubro. O Santander aplica a nova taxa desde 30 de outubro, segundo o portal Portas.

A Caixa e o Banco do Brasil também subiram?

Até 30 de outubro, não havia anúncio. Os dois disseram estar em período de silêncio antes de divulgar os resultados do trimestre.

Por que os bancos subiram os juros?

Os bancos citam a alta dos juros de mercado. O Itaú falou em "oscilações nas curvas de juros futuros", que encarecem o dinheiro que o banco capta para emprestar a prazo longo.

Como comparar as propostas?

Peça a simulação com o mesmo valor, prazo e índice em cada banco e compare o Custo Efetivo Total (CET), que soma juros, seguros e tarifas, e não só a taxa anunciada.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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