Quem espera juros menores no empréstimo: Copom para cortes e mantém Selic em 13,75 por cento
Neste artigo
A decisãoPor que o corte não veioO que muda para quem tem dívidaO que dá para fazer agoraPerguntas frequentesFontesA decisão
O Copom, comitê do Banco Central que define a taxa básica de juros, manteve a Selic em 13,75 por cento ao ano na 282ª reunião, encerrada nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026.
É a primeira pausa desde março. Segundo a Agência Brasil, a Selic ficou em 15 por cento de junho de 2025 a março de 2026. Depois disso, vieram cinco cortes seguidos, de 0,25 ponto cada, conforme os comunicados do próprio Copom:
| Reunião | Data | Selic |
|---|---|---|
| 277ª | 18/03/2026 | 14,75 por cento |
| 278ª | 29/04/2026 | 14,50 por cento |
| 279ª | 17/06/2026 | 14,25 por cento |
| 280ª | 05/08/2026 | 14,00 por cento |
| 281ª | 16/09/2026 | 13,75 por cento |
| 282ª | 04/11/2026 | 13,75 por cento (mantida) |
Por que o corte não veio
O comunicado aponta três motivos principais.
O primeiro é a inflação. Segundo o comitê, a inflação cheia e a média dos núcleos aceleraram e estão acima do teto da meta.
O segundo são as expectativas. O boletim Focus, citado no comunicado, projeta 5,2 por cento de inflação para 2026 e 4,8 por cento para 2027, longe da meta de 3 por cento.
O terceiro é o cenário externo, que piorou, com conflitos no Oriente Médio pressionando o petróleo. O comitê diz que vai conduzir a política monetária com "serenidade e cautela" Não indicou os próximos passos, apenas que seguirá acompanhando o cenário para manter a política no nível de restrição adequado.
O que muda para quem tem dívida
Muda pouco no curto prazo, e é bom entender por quê.
Contratos já assinados com taxa prefixada não mudam. Se o seu contrato tem juros fixos, a parcela continua a mesma. Na dúvida, confira no contrato se a taxa é pré ou pós-fixada.
Novas contratações dependem de mais coisas. Os bancos também consideram risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas ao definir os juros, como lembrou a Agência Brasil antes da reunião. A Selic parada tira um motivo para os juros novos caírem, mas não determina sozinha a taxa que o cliente vai pagar.
Cartão e cheque especial seguem com as regras próprias. No cheque especial, os juros têm teto de 8 por cento ao mês, regra que não depende da Selic. Veja como funciona no guia cheque especial: juros, parcelamento e como sair. No rotativo do cartão, os juros e encargos não podem passar do valor da dívida original, como explica o guia juros do rotativo e o limite de 100 por cento.
O que dá para fazer agora
Sem alívio vindo da Selic, a redução do custo da dívida depende de iniciativa do cliente.
- Renegociar. O mutirão de negociação dos bancos vai até 30 de novembro e inclui cartão e cheque especial.
- Trocar de banco. A portabilidade de crédito permite levar o empréstimo para uma instituição que ofereça taxa menor.
- Conferir o que deve. O Registrato mostra as operações de crédito registradas no seu CPF no Sistema de Informações de Crédito do Banco Central.
Taxas e condições citadas valem para 4 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes
Qual é a Selic depois da reunião de 4 de novembro?
13,75 por cento ao ano, o mesmo nível fixado em 16 de setembro de 2026, segundo os comunicados do Copom.
Os juros do meu empréstimo vão subir?
Contratos com taxa fixa não mudam por causa da decisão. Ela pesa mais sobre as novas contratações, cujo preço os bancos definem com base também em risco e custos.
Por que o Copom parou de cortar?
O comunicado cita inflação acima do teto da meta, expectativas de inflação que se afastaram da meta e piora do cenário externo, com pressão no petróleo.
Ainda vale a pena renegociar dívidas?
A decisão não muda as regras de renegociação. O mutirão de negociação dos bancos segue aberto até 30 de novembro, e a portabilidade continua disponível.
A Selic interfere no limite de juros do cheque especial?
Não. O limite de 8 por cento ao mês no cheque especial é uma regra do Conselho Monetário Nacional e não depende da Selic.
Fontes
Atualizado em 4 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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