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Lotérica recém-aberta no RS perde R$ 1,2 milhão em fraude; polícia mira 41 suspeitos

Resposta rápidaA Polícia Civil do Rio Grande do Sul fez, em 5 de novembro de 2026, a primeira fase da Operação Fortuna Reversa. A investigação começou depois que uma lotérica de Itaara (RS) sofreu uma fraude eletrônica com prejuízo de mais de R$ 1,2 milhão. Segundo a Rádio Manchete, a casa tinha 15 dias de funcionamento. São 41 suspeitos, e houve medidas judiciais em outras dez unidades da Federação.
Neste artigoO que aconteceuOnde a polícia agiuComo o dinheiro sumiuPor que o caso interessa a quem tem pequeno negócioO que ainda não se sabePerguntas frequentesFontes

O que aconteceu

Uma lotérica de Itaara, na região central do Rio Grande do Sul, perdeu mais de R$ 1,2 milhão numa fraude eletrônica. Segundo a Rádio Manchete, a casa tinha sido inaugurada havia apenas 15 dias.

O caso deu origem à Operação Fortuna Reversa, deflagrada pela Polícia Civil gaúcha na manhã desta quinta-feira, 5 de novembro de 2026. Segundo o Metrópoles e a Super Rádio Tupi, 41 pessoas são suspeitas de integrar o grupo, investigado por fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

A investigação começou na delegacia de Itaara. De acordo com a Rádio Manchete, ela foi conduzida pela delegada Carla Dolores Castro de Almeida, de Santa Maria.

Onde a polícia agiu

A Tupi lista medidas judiciais em outras dez unidades da Federação além do RS: Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Distrito Federal, Pará, Paraná e Maranhão.

No Rio, a Delegacia de Defraudações fazia na manhã de quinta o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e três de busca e apreensão. A operação teve apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os números de prisões ainda divergem. A Rádio Manchete fala em 24 presos em 10 estados, além de uma prisão em flagrante por tráfico de drogas. O Metrópoles e a Tupi não trazem o total nacional. Também segundo a Manchete, foram apreendidos veículos de luxo e celulares, e as contas e os bens dos investigados estão em análise para possível bloqueio judicial.

Como o dinheiro sumiu

As reportagens não explicam como os criminosos abordaram a lotérica. O que elas descrevem é o caminho do dinheiro depois da fraude.

Segundo a Rádio Manchete, os valores foram repartidos em transferências para dezenas de contas bancárias, em estados diferentes, numa cadeia de movimentações. O objetivo, segundo as reportagens, era esconder quem ficou com o dinheiro e dificultar o rastreamento.

Esse ponto importa para qualquer vítima. Quanto mais rápido o banco é avisado, maior a chance de bloquear o dinheiro antes que ele se espalhe por outras contas.

Por que o caso interessa a quem tem pequeno negócio

Duas coisas chamam atenção. A primeira é o alvo: segundo a Rádio Manchete, o grupo atacava lotéricas recém-inauguradas, em que equipe e rotinas ainda são novas.

A segunda é o valor. Lotéricas, mercados e postos movimentam muito dinheiro por dia. Um único acesso indevido pode causar um prejuízo que uma pessoa física dificilmente sofreria.

Algumas medidas simples reduzem o risco:

  • confirmar qualquer pedido de senha, código ou acesso remoto pelo canal oficial do banco ou da rede credenciadora, nunca pelo número que fez contato;
  • definir quem pode autorizar transferências e qual o limite diário;
  • treinar a equipe nova antes de abrir as portas;
  • em caso de suspeita, avisar o banco na hora e registrar boletim de ocorrência.

Se a fraude envolver Pix, o pedido de devolução pelo MED tem prazo. O passo a passo está no guia Golpe do Pix e o MED. Para as primeiras horas depois de qualquer golpe, veja o roteiro de golpes bancários mais comuns.

O que ainda não se sabe

Até a manhã de 5 de novembro, não havia informação sobre denúncia à Justiça, sobre devolução de valores à lotérica nem sobre os nomes dos investigados. Por isso, os suspeitos não podem ser tratados como culpados. Os números divulgados podem mudar ao longo do dia.

Na semana, outro caso de grupo suspeito de golpes contra clientes de bancos foi alvo de operação no Distrito Federal, como mostrou a notícia sobre a operação contra o golpe do falso gerente e do falso delegado.

Perguntas frequentes

O que é a Operação Fortuna Reversa?

É uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, deflagrada em 5 de novembro de 2026, contra um grupo suspeito de fraude eletrônica contra uma lotérica de Itaara e de lavagem de dinheiro.

Quanto a lotérica perdeu?

Mais de R$ 1,2 milhão, segundo o Metrópoles e a Super Rádio Tupi.

Quantas pessoas foram presas?

A Rádio Manchete informou 24 presos em 10 estados. O Metrópoles e a Tupi citam 41 suspeitos, mas não trazem o total de prisões no país.

Em quais estados houve ações?

Além do RS, em Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Distrito Federal, Pará, Paraná e Maranhão, segundo a Tupi.

Como o golpe foi aplicado?

As reportagens não detalham a abordagem. Segundo a Rádio Manchete, o dinheiro foi dividido em transferências para dezenas de contas em vários estados, para dificultar o rastreamento.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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